domingo, 27 de julho de 2008

Falta

O poema abaixo esteve guardado por um bom tempo e, hoje, resolvi publicá-lo. Espero que agrade. Para mim, não importa saber se um poema é bom ou não... Poema tem que agradar, mais nada.
Beijos a todos...


A falta que ele me faz

Aqui nessa sala quieta,
A saudade vem pra desaquietar.
E um certo rosto ilustra cada canto desse mundo.
É tanta saudade,
Aqui nessa cidade,
Longe dele...
Aqui nesses versos piegas
A saudade parece fugaz,
E ninguém consegue entender
A falta que ele me faz...
O balanço da saudade
Balança-me os sentidos.
E aqueles sentimentos todos
Ficam todos confundidos...
Mas como amar posso,
De forma tão confusa,
Alguém que não me ama mais...?
Ah, se eu pudesse explicar,
A falta que ele me faz!

(Débora Furieri)

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Sobre as coisas

Das coisas


As coisas mais lindas,
Mais leves,
Mais vivas,
Sempre acabam cedo demais.

Ao lado de quem se ama qualquer momento parece fugaz...
Dias felizes vão de jato,
Dias chatos vão à nado.
Eterno é só o que demora em nós...

Mas as coisas lindas,
Essas não são tão findas
Que não possam durar mais um dia.


(Débora Furieri)

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Primeira postagem

Há bastante tempo vinha pensando em criar um blog.
E, não sei porque, só resolvi fazer isso agora.
Nasce, hoje, o Diiversos. Um blog meio caderno, meio livro, meio diário, meio tudo.
Letras de músicas, poemas e versos soltos, meus e de diversos escritores e compositores passearão por aqui. Os meus, preciso confessar, nem sempre serão bons. Mas sempre serão meus...
Para começar, um 'poema-confissão'; um auto-retrato tão meu quanto de qualquer um de vocês...

Beijos a todos, e obrigada por visitar o Diiversos.



Na contramão, por Débora Furieri; poema criado em 12 de março de 2008.

Fechei a porta e parti.
Comigo, uma mala de trapos
E um coração aos farrapos.

Se perguntassem pra onde ía
Piscava os olhos e sorria.
(na verdade, nem eu sabia...)

Andei tanto, andei tanto...
As pernas nem mais doíam...
Doía era o coração!

Doía era a inconsciência
De uma vida na contramão.

Doía essa idéia louca,
de que a vida inteira ainda é pouca.
Doía o viver errado, doía o não saber...

Doía aquele viver arrastado,
Sem motivo, nem razão...
Doía muito o sentimento
De uma vida na contramão.

Era um carro na estrada errada.
Era um homem sem chão.
Era uma vida torta, uma vida na contramão...